Eu me orgulho de tantas
coisas sobre mim que beiro a prepotência - que é, para mim, um dos sentimentos
mais feios de todos. Eu sei que conquistei muitas coisas com esforço próprio,
mas não conquistei muitas coisas por culpa minha. Não por falta de aprendizado,
porque eu tive muitas chances. Eu rodei em tantas ocasiões que o calejar
deveria se transformar em cartilha, livro motivacional de prateleira de livraria
- mas não. Eu insisto, persisto.
Existe, entretanto, o
meio copo: metade cheio, metade vazio. Consigo perceber que nem tudo está
errado. Eu nasci assim, sou aflorado, gosto de dizer: "sim, te amo";
"sim, quero estar com você"; "sim, sinto sua falta", mesmo
sendo politicamente incorreto - ou conjugalmente. Para mim, "o que é demais nunca é o
bastante". A vontade em assumir todos e completos sentimentos me torna
chato, piegas, irritante e qualquer sinônimo que remeta à repetição
desenfreada que conjugue o verbo querer.
Agora, aqui, com o bloco
de notas aberto, estou deslizando os dedos pela tecla justamente para não
responder o meu próprio e-mail, minha própria mensagem, não parecer grudento. Não
tenho tino para virar as costas e ir embora sem arriscar a palavra, saber se
houve uma desistência real, de verdade. Simplesmente, volto para ser carimbado
novamente.
Volta.
2 comentários:
somos dois.
Bem-vindo ao club!
Só pra constar.
inté...
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