31 Dezembro 2011

Onzembro


Tem muita gente por aí reclamando de 2011, o que é de se respeitar, já que ninguém vive o mesmo ano que o vizinho. Eu, no geral, acredito que vivi doze meses sem grandes decepções – algumas, claro, normal, acontecem. Hoje, com a bermuda laranja e a camiseta pólo anunciada como uma forma de manter uma sintonia por meio da fibra do pano, irei para o meu vigésimo terceiro ano de vida, com esperanças de emancipação – em amplo aspecto.
Comecei o ano formado e desempregado – e, na assonância contínua, apaixonado. Por ironia do destino, um carioca que inicia e um carioca que finaliza. Foi neste ano que eu aprendi (ou talvez fui mais cauteloso) a esperar que as coisas seguissem o curso natural da vida. Subi os degraus que eu almejava durantes os fogos do ano anterior. Arrumei um emprego melhor, com mais perspectiva, com uma rotina alucinante. As mudanças, porém, não pararam por aí.
Ao chegar do expediente, abrir a porta de casa e ver que existe família e que ela, apesar de todos os entretantos, é indispensável. Mais do que isso: colocar um fim no rancor, reaprender a abraçar minha mãe e compreender a música que leva seu nome: debaixo dessa neve mora um coração.
Em 2011, eu amei muito, mas não peças novas. Ratifiquei minha paixão fraterna, entre amigos, com amores que se renovaram. Apostei na felicidade mais absurda, arrisquei os flertes mais improváveis e, até o momento, não sei no que tudo isso vai dar, mas é sentimento, é verdadeiro e segue firme.
O que eu espero de 2012? Que ele não chegue nunca! Que seja apenas uma folha de calendário, uma extensão do que foi meu ano, de muita aprendizagem e vivência intensa. Que exista onzembro, dozembro, trezembro e uma evolução que nunca estanque!

08 Dezembro 2011

Pronto, acabou.


Da Mooca, do Brás, da Bela Vista, dos Jardins, do Itaim. Espanhol, italiano, português, alemão, francês. Caucasiano, negro, oriental, índio. Milionário, rico, classe média, pobre, paupérrimo, miserável. Fundamental, Médio, Superior, Mestrado, Doutorado, Livre-docência. Engenheiro, administrador, designer, professor, mestre de obras, ajudante geral. Amigo, amiga, colega, conhecido, alguém aí. Samba, rock, samba-rock, jazz, bossa nova. Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador. Brasil, Argentina, Chile, Paraguai. América, Europa, Ásia, Oceania, África. Mercúrio, Vênus, Terra, Marte. Deus, Zeus, Jah.
Não adianta. Quando acontece, não existe pré-requisito. É, pronto, acabou.
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