Tem muita gente por aí
reclamando de 2011, o que é de se respeitar, já que ninguém vive o mesmo ano
que o vizinho. Eu, no geral, acredito que vivi doze meses sem grandes decepções
– algumas, claro, normal, acontecem. Hoje, com a bermuda laranja e a camiseta pólo
anunciada como uma forma de manter uma sintonia por meio da fibra do pano, irei
para o meu vigésimo terceiro ano de vida, com esperanças de emancipação – em amplo
aspecto.
Comecei o ano formado e
desempregado – e, na assonância contínua, apaixonado. Por ironia do destino, um
carioca que inicia e um carioca que finaliza. Foi neste ano que eu aprendi (ou
talvez fui mais cauteloso) a esperar que as coisas seguissem o curso natural da
vida. Subi os degraus que eu almejava durantes os fogos do ano anterior.
Arrumei um emprego melhor, com mais perspectiva, com uma rotina alucinante. As
mudanças, porém, não pararam por aí.
Ao chegar do expediente,
abrir a porta de casa e ver que existe família e que ela, apesar de todos os
entretantos, é indispensável. Mais do que isso: colocar um fim no rancor,
reaprender a abraçar minha mãe e compreender a música que leva seu nome:
debaixo dessa neve mora um coração.
Em 2011, eu amei muito,
mas não peças novas. Ratifiquei minha paixão fraterna, entre amigos, com amores
que se renovaram. Apostei na felicidade mais absurda, arrisquei os flertes mais
improváveis e, até o momento, não sei no que tudo isso vai dar, mas é
sentimento, é verdadeiro e segue firme.
O que eu espero de 2012?
Que ele não chegue nunca! Que seja apenas uma folha de calendário, uma extensão
do que foi meu ano, de muita aprendizagem e vivência intensa. Que exista
onzembro, dozembro, trezembro e uma evolução que nunca estanque!
2 comentários:
Uma das melhores coisas nesse ano foi ter conhecido vc. Post maravilhoso! Feliz 2012 chuchuuuuuu
O mais legal é ter te conhecido por tão pouco e ter percebido a evolução, por meio das atitudes, relatos, histórias e palavras. Vc é um querido! 2012 será melhor ainda, já que o aprendizado acompanha a vida para sempre. Beijos
Postar um comentário