Daí
que a consciência bateu à porta e disse: “Olha, to saindo fora. O que você
quer, o que você sente, as coisas que você anda programando, não necessitam da
minha presença”. E se foi. Não muito tempo depois, sentindo o vazio de ter
perdido a consciência, ouvi o barulho da porta. Era o destino.
“Não
que eu acredite que você esteja fazendo a coisa errada, mas se envolver assim?
Você quer que eu mexa os pauzinhos e faça tudo isso mudar?”. Eu, que balancei a
cabeça, rejeitando a ideia do destino, não fui acatado. Não demorou muito para
a consciência se arrepender e voltar, de mala e cuia, para dizer: “Eu te
avisei, Roberto. Eu te avisei”.
Mas
qual é o sentido de tudo isso? Portas e conselhos? Que se danem todos! Eu quero
caminhar os mil e seiscentos e setenta quilômetros da felicidade, seja ela uma
farsa, seja ela apenas uma curiosidade. A consciência é cigana e o destino pregador,
mas eu sei. Ele sabe.
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