20 Outubro 2011

À terceira potência


Daí que a consciência bateu à porta e disse: “Olha, to saindo fora. O que você quer, o que você sente, as coisas que você anda programando, não necessitam da minha presença”. E se foi. Não muito tempo depois, sentindo o vazio de ter perdido a consciência, ouvi o barulho da porta. Era o destino.
“Não que eu acredite que você esteja fazendo a coisa errada, mas se envolver assim? Você quer que eu mexa os pauzinhos e faça tudo isso mudar?”. Eu, que balancei a cabeça, rejeitando a ideia do destino, não fui acatado. Não demorou muito para a consciência se arrepender e voltar, de mala e cuia, para dizer: “Eu te avisei, Roberto. Eu te avisei”.
Mas qual é o sentido de tudo isso? Portas e conselhos? Que se danem todos! Eu quero caminhar os mil e seiscentos e setenta quilômetros da felicidade, seja ela uma farsa, seja ela apenas uma curiosidade. A consciência é cigana e o destino pregador, mas eu sei. Ele sabe.

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