Eu
sou devoto da Ortografia. Não sou erudito das Letras, mas começo a pensar que a
escrita traz consigo um significado de caráter. Os tropeços conhecidos se
encaixam à forma de quem não sabe se relacionar sem injetar pequenas doses de
falsidade. O que eu pensava ser apenas uma lombada cognitiva, trata-se do
léxico enaltecendo uma personalidade ambiciosa, tão suja quanto a escrita
primária.
Eu
sou devoto da Sintaxe. O sujeito é simples, mas nada como uma boa lábia para
conseguir o que quer. Enaltecer os predicados de alguém que lhe dê sustento e
passe livre para viver vidas conjugadas, além de exercer uma considerável
transitividade de personalidade: direto, indireto – às vezes, os dois.
Eu
sou devoto da Morfologia e deixo, além do meu vulto – que foi a última coisa
vista –, um adjetivo: deprimente.
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