O letrado que fazia revisão não soube escrever. O pedagogo que dava aulas não tinha didática. O engenheiro que chefiava uma construtora não sabe somar. O advogado que defendia a ética não tem argumentos. A sambista da agremiação não tem gingado. O produtor de televisão não consegue inovar. O estilista da grife não sabe costurar. O técnico em informática não consegue instalar um software. A bailarina da companhia não abre spaccata. O publicitário da agência tenta descobrir o que é um brainstorm. O economista do banco está com o nome sujo. O administrador de empresas faliu todas as empresas que herdou. O motorista de ônibus pediu ajuda para o passageiro por desconhecer o trajeto. O guia de turismo chamou a Austrália de país europeu. O disque-jóquei descobriu há pouco o que é a capella. O nutricionista almoça todos os dias na rede de fast food. A cantora do concerto não sabe distinguir Dó de Ré. O mágico serrou uma mulher e foi processado pela família da vítima. A telefonista atendeu a ligação falando o nome da empresa concorrente. O desenhista profissional não consegue distinguir um traço de outro. O psicólogo, que estuda, entre outras coisas, a saúde mental das pessoas, pouco sabe como lidar com seres humanos, que têm as sensações mais transparentes do mundo.
Estamos feitos.
1 comentários:
"Alguma coisa está fora da ordem. Fora da nova ordem mundial." Caetano Velozo.
Adorei o post. Bem a ver com nosso momento (cá entre nós).
Postar um comentário