17 Maio 2011

Perdas.

Alguns quilos mais magro, alguns meses atrás, mais de doze, um ano e pouco. Eu me arrumei, coloquei uma calça, daquelas bem justas, uma camisa polo e uma blusa de moletom de capuz. Desci a rua e esperei. Um carro parou e eu entrei. Uma hora depois, não muito mais do que isso, eu saí do carro, sem a blusa. Simplesmente esqueci. O dono, infelizmente, não poderá mais me devolver pessoalmente.

Não sei lidar com perdas. É difícil imaginar como alguém que um dia já apertou sua mão, hoje te observa de cima. O vínculo, que nunca foi dos mais fortes, voltou a se formar por meio da minha oração e dos meus olhos altos, clamando por respostas de um fim precoce. Junto com a fé de que a trilha para o outro lado seja abençoada, veio um batalhão de lembranças dos pífios momentos - encontro, conversa, mensagens e, por se tratar de mim e do meu gênio, discussões. Tratava-se de um desejo que emanava uma não felicidade com alguém que não fosse eu, por ter omitido outros trajetos que não eram o da minha casa - coisa, pela qual, não me competia satisfação.

Tenho tentado entender a razão das coisas, pois alguém tão cheio de vida - e mais: que salvava vidas -, não poderia se despedir de uma forma tão injusta, tão brutal, tão violenta. Os desenhos no seu corpo me fazem desdobrar as vibrações para um caminho de felicidade: aí, onde estiver, naquele Paraíso ficcional; aqui, sobre o gramado, com os gols da Nação que, assim como a mim, faz despertar o mais alto nível de emoção.

1 comentários:

Jean Cândido disse...

roberto, gostei do texto e da forma da escrita. Mas voltarei para comentar o conteúdo. =)
Belo blog.

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