Diferente do restante dos textos postados aqui, este post se trata de política e, portanto, uma opinião pessoal.
Eu não sou a favor do kit anti-homofobia, mas sou, com a maior certeza do mundo, a favor da anti-homofobia. Acredito em uma aprendizagem contextualizada, calcada em um ensino que abranja as mais diversas situações dentro do currículo escolar. Os alunos, hoje, mal sabem porque estudam Português, Matemática etc. Qual seria o sentido, então, de infiltrar um novo material dentro da sala de aula sem um contexto para o aluno? Acredito ainda, porém, que o mesmo conteúdo, visto de forma nada ofensiva por mim, por sinal, deve ser utilizado na abordagem no tema nas disciplinas dos cursos escolares de Ensino Fundamental e Médio, em aulas de Ciências Biológicas (pelo viés da saúde sexual) e da História e Geografia (pelo viés social da comunidade LGBT).
Antes de iniciar este texto, preferi escrever um parágrafo-prólogo, pelo fato de que nunca escrevo sobre tais assuntos (igualdade e política), mas ao ler os jornais de ontem, senti uma azia social, decorrente da falta de bom senso de quem luta contra algo sem se palpar de um objetivo real. Quer dizer, então, que ir contra uma proposta do MEC - enfatizo aqui Ministério da EDUCAÇÃO - é menos pecado do que desistir de uma investigação de corrupção, pois o interesse maior já foi alcançado? Reitero minha opinião: as pessoas, no geral, só se sentem lesadas quando estão envolvidas. Quem não dirige, não tem carro, não se preocupa com o preço da gasolina e, sob a mesma ótica, quem não anda de ônibus, pouco se importa com o preço exorbitante do transporte coletivo na cidade. Desta forma, templos de bondade, que não pagam impostos, não se sentem lesados ao ver que o dinheiro da população serve, além de possíveis obras para serviços públicos, para compras imobiliárias.
É proibido fazer sexo antes do casamento. Abrir as pernas para corrupção, não.
2 comentários:
Cuidado com o PeG - Partido que Engana os Gays.
Roberto,
Sou cristão, porém não faço parte nem muito menos, coro ao Cristianismo (a saber, Cristianismo e Evangelho não são a mesma coisa. O evangelho, cristão, diga-se depassagem, não discrimina nada, já o Cristianismo, uma fenômeno institucional que nasce do atrelamento entre a política e o começo da sistemática religiosa nos primeiros séculos é que perverte e adultera tudo).
Gostei do que você escreveu e digo mais, essa casta religiosa milenar, que repassa o que tem de pior às suas gerações, são a própria antítese do que eles tentam pregar. Se falam, de amor, na verdade, odeiam. Se falam de inclusão, na verdade, excluem. Se falam de lisura, na verdade, se corrompem.
A boa notícia é que o mundo está desatrelando da religião e é uma questão de tempo, para que os direitos humanos de todas as minorias (não só referente a questão homoafetiva) sejam asseverados e respeitados.
Abraços
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