21 Dezembro 2009

O último suspiro.

Inove. Muitos, entre todos, usaram o trocadilho do ano como uma nova promessa de vida. Alguns conseguiram, outros não. Aqueles que, como eu, tiveram um ano conturbado, aliviam-se pela renovação – a entrada da dezena – que vem chegando.

O grande covarde demitiu-se. Decidiu tentar algo novo. Estudou em dois turnos, conheceu os direitos – o que não implicou, necessariamente, em entendê-los. Passou tardes pensando que o dia seguinte era um dia melhor para estudar – mas não o fez e o resultado foi surpreendentemente o esperado.

Em meio a todas as mudanças, veio a paixão por alguém inesperado. Algumas salas acima ou abaixo e um coração que disparava por qualquer semi-demonstração de interesse. Eis que não correspondeu, os projetos da faculdade embruteceram, o dinheiro que havia sobrado foi acabando e a pressão familiar para que algum rumo fosse dado na vida aumentou.

E quando rapidamente eu me livrava de um sopro cardíaco decorrente daquele sentimento de ternura, reconsiderei para outra pessoa. Desta vez, havia muito mais demonstração, simpatia pelos amigos e como nada é perfeito nessa vida, uma outra pessoa. Sei dos meus dotes para lutar contra o tempo, contra palavras atravessadas. Opero meu discurso sempre pelo sensato, mas não consigo lutar contra a dualidade dos sentimentos alheios. Pois se ama outro também, ame-o somente.

Dentre as tantas lamentações, as alegrias – o show mais bonito da minha vida, do Radiohead; o primeiro estágio na área de estudo; os trabalhos com destaque na faculdade; a brincadeira de ser DJ na balada que tanto gosto; o firmamento de algumas amizades com a certeza do que é eterno – que tornaram o ano mais equilibrado.

No man, no pain.

Até 2010.

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