Inove. Muitos, entre todos, usaram o trocadilho do ano como uma nova promessa de vida. Alguns conseguiram, outros não. Aqueles que, como eu, tiveram um ano conturbado, aliviam-se pela renovação – a entrada da dezena – que vem chegando.
O grande covarde demitiu-se. Decidiu tentar algo novo. Estudou em dois turnos, conheceu os direitos – o que não implicou, necessariamente,
Em meio a todas as mudanças, veio a paixão por alguém inesperado. Algumas salas acima ou abaixo e um coração que disparava por qualquer semi-demonstração de interesse. Eis que não correspondeu, os projetos da faculdade embruteceram, o dinheiro que havia sobrado foi acabando e a pressão familiar para que algum rumo fosse dado na vida aumentou.
E quando rapidamente eu me livrava de um sopro cardíaco decorrente daquele sentimento de ternura, reconsiderei para outra pessoa. Desta vez, havia muito mais demonstração, simpatia pelos amigos e como nada é perfeito nessa vida, uma outra pessoa. Sei dos meus dotes para lutar contra o tempo, contra palavras atravessadas. Opero meu discurso sempre pelo sensato, mas não consigo lutar contra a dualidade dos sentimentos alheios. Pois se ama outro também, ame-o somente.
Dentre as tantas lamentações, as alegrias – o show mais bonito da minha vida, do Radiohead; o primeiro estágio na área de estudo; os trabalhos com destaque na faculdade; a brincadeira de ser DJ na balada que tanto gosto; o firmamento de algumas amizades com a certeza do que é eterno – que tornaram o ano mais equilibrado.
No man, no pain.
Até 2010.